Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

Novembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

pesquise

 

publicações

Um minuto de silêncio

Moluscos

Banquete

PEC(ados)

Lavrador

Declaração

Modelo

Encalço

Haicai V

Viagem

Numa fria

Poema antigo

Encontros

Ombrax

Sós

Coração violento

O que não passa?

Qual será a senha?

Marcados

Cada casa

Lançamento

A desmetamorfose

Um vazio

Paraíso

Noites de Verão

O relógio da vovó

Conto de Fadas

A fonte

Um par

contratempo

a bunda dela

ambidestro

mãe dos sem mães

advérbio

quando fomos nuvens

fossa

prateando

banquete

renda-se

pecado

translação

o fio vermelho

arte final

ossos do ofício

delinear

sinfonia

passarinha

fotogenia

Instagram

a rua e o rio

Confira também



todas as publicações

subscrever feeds

Domingo, 1 de Agosto de 2010

Giraluas

 

Quando o dia cai e o balcão encerra

A Lua se contrapõe ao negro do resto

Fazendo as Giraluas desabrocharem soltando perfumes, gestos e jeitos

Atraindo ceifeiros desnutridos com suas foices fálicas

Dando sentido a toda essa existência noturna e contratual

 

As Giraluas são das mais variadas cores

Usam poucas pétalas de seda e renda

Que são arrancadas num quem-me-quer qual-me-quer

Que perdura por todo o período da colheita

 

Édipos órfãos que nunca sugaram suas mães

Aos pés pintados e podados das Giraluas

Encontram leito, leite e deleite

Esparramam-se, explodem e derramam gametas infecundos

Sobre a terra que um dia há de engoli-los

 

Ao raiar o dia as Giraluas recolhem seus caules cansados

Cheios de espinhos pontiagudos e venenos que só contaminam a si

E sedem lugar aos vegetais carnívoros

Que se matam por um fio de sol

 

Sol esse que reordena as coisas do ser

Ilumina os olhos cansados dos agricultores

Aquece mortos, montes e solidão

E faz o Girassol abrir seus braços na manhã

Achando que o dia é belo

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 23:25
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
4 comentários:
De Wellington a 2 de Agosto de 2010 às 19:31
Olá André!

Com tanta produção assim logo logo sairá outro livro, ehim!

Giraluas... muito tempo que não ouço essa palavra. Belo poema, singelo e melancólico.

Parabéns!
De AB Poeta a 2 de Agosto de 2010 às 20:12
outro livro ainda está bem longe... tenho que vender o primeiro ainda!

Abrçss
De Anderson Meireles a 22 de Julho de 2011 às 00:01
O que seria da noite se não houvessem flores boêmias?
Abraço!
De AB Poeta a 22 de Julho de 2011 às 02:20
seria só escuridão...

Vlw pelo comentário!

abrçs

comentar post

Follow ABPoeta on Twitter
Instagram

Compre meus livros


Livros por demanda



Poesias declamadas


Clique no assunto

todas as tags