Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Carrapato

 

Quanta tristeza...


Não avisaram à mamãe natureza
Que a primavera começa em setembro
O verão em dezembro
Em março o outono
Junho é o inverno


Mas que inferno!


Me causa aborrecimento
Falar de aquecimento
Um tormento
Na vida do homem moderno


Homem, que não aceita sua insignificância
Depois de combater-se em guerras
Desbravar, desmatar e asfaltar a terra
Depois de tantas descobertas
Logo agora! Querem frear a ganância?


Ora! Nossa ânsia
Rapina
É maior do que tudo
Parar às máquinas?
Extinguir o produto
Jamais!


O capitalismo está renascendo, voraz
Convencendo até os camaradas
Que lá, nas vermelhas moradas
Encantaram-se com as moedas douradas
(cédulas esverdeadas)


As grandes reuniões
Das decisões capitais
Já não adiantam mais


Os velhos figurões
Os mais hábeis dos animais
Perceberam que somos meros mortais


E antes que o cachorro chacoalhe
Suas pulgas, para longe demais
Vamos esquecer os “detalhes”
E ganhar mais e mais


Vamos produzir!
Fazer luzir nossa conta
Bancária, que desponta
Entre tantas capitais


Países pobres (emergentes)
Querem ser como a gente?
Primeiros no mundo
Então manufaturem as riquezas naturais


Vendam a boiada
Educar a manada?
Não há necessidade
Coloque-os na faculdade
Forme somente mão-de-obra
Isso vocês tem de sobra


A renda per capta
(dez para mim, pra você nada)
Vai crescer
O PIB alvorecer
E quando o fim da era amanhecer
Não vamos estar aqui para ver


Quem ficar para ver o final da história
E sobreviver
Que escreva-a nas pedras

 

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publicado por AB Poeta às 13:03
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