Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Valeu Charles!

Texto escrito em 11/03/08.

 

Charles gostaria de agradecê-lo publicamente pela chance que você e o Pedrão me deram quando me aprovaram no teste para embalador. Já faz um tempão né cara (final de 2002), mas sabe como é: não podemos esquecer das origens, nunca! Com certeza nessa época já começava sua tendência para a área em que vai atuar agora, RH. Sou muito grato por isso, um momento de decisão de vocês dois que mudou muita coisa em minha vida, meu caráter, minha visão profissional (essa mudou muito). E como as coisas são: depois de ter “lombado” muita caixa na expedição, e ter percorrido outros departamentos, viemos parar aqui em vendas. E de passagem, como é para tudo e todos na vida. É engraçado essa fama de chato, que pessoas questionadoras como você tem. É gente assim que muda alguma coisa em qualquer lugar. O ruim disso é que as pessoas omissas se beneficiam com essas mudanças, mas não são capazes de perceber quem mudou o que e por que foi mudado... E ainda pior, pensam: MUDAR PARA QUE?

É isso cara, quem cria raiz é planta e quem fica parado é poste!

Valeu brother, bom novo trabalho, já que quem precisa de sorte são os incompetentes, os preguiçosos e os invejosos!

Como você gosta de ler, segue um trecho do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa - um livro para pessoas desassossegadas.

Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que resulta do pequeno tamanho da sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena, pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que a cidade...

Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.

Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida.

Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.

"Sou do tamanho do que vejo!” Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. “Sou do tamanho do que vejo!” Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se refletem nele, e, assim, em certo modo, ali estão.

E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objetiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando.


"Sou do tamanho do que vejo!" E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meio-negro do horizonte.


Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade largal aos grandes espaços da matéria vazia.


Mas recolho-me e abrando. "Sou do tamanho do que vejo!” E a frase fica-me sendo a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer.

Fernando Pessoa

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publicado por AB Poeta às 17:48
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