Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Terça-feira, 6 de Setembro de 2011

Tapa na cara

 

Um milhão virou troco de bala

parece que nada abala a nação

que vê sua plantação encher a mala

da galinha que, de milhão em milhão

não se engasga, papa um bilhão!

 

Descaso pleno no plenário

da câmara que perdoou a ladra

que ladrou: “todos aqui são como eu!”

deputados, fariseu por fariseu

todos de rabo preso, pelo voto secreto

garantido imoralmente por decreto

a ave de rapina absolveu

 

Um horror que nos diz:

é culpada, é!

E chora, a atriz

afia a navalha

degola o país

ganha a batalha

sorri, a meretriz

invencível, Jaqueline Roriz

 

Será que um dia isso pára?

Corrupção, mensalão, absolvição

acho que já se acostumou a nação

a tomar tapa na cara

e ficar quieta, olhando pela televisão...

 

(E agora, José?)

 

 

 

 

 

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publicado por AB Poeta às 14:21
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