Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Lei Seca

Hoje a bebida foi proibida para todos os motoristas. Beber e dirigir agora é crime. Essa foi uma das medidas mais descaradas de demonstração do poder coercivo do Estado; não consegue educar, puni com mãos de ferro! A partir de hoje, qualquer cidadão de bem que beba uma misera latinha de cerveja, e logo após sair ao volante, se esse individuo for parado pela polícia, e obrigado a soprar o bafômetro, pode ser enquadrado como criminoso! Pode? Por que pode? Não é de certo que se tal individuo em eventual circunstância, aferida pelo aparelho, vá preso? Não, não é certeza. A lei é clara, mas ela fica sujeita a interpretação das autoridades competentes. Me diga então, para que serve uma lei que é sujeita a interpretação de alguém? O que vale então, a lei ou a interpretação da autoridade? Respondo: num país semi-alfabetizado, de leis dúbias e obscuras, como o Brasil, o que vale é a interpretação da autoridade! O pior disso tudo é que estamos sujeitos à interpretação de policiais que tem, no máximo, um diploma de segundo grau concluído pelo ensino público. Estamos fudidos...


Conheço muitos motoristas que bebem, e que, consequentemente a lei, se lamentam de não poderem mais dirigir após bebericar. Lamentam-se, não pela proibição em si, e sim por saberem que, talvez, nunca mais serão as pessoas que são quando estão alcoolizadas. A lei seca nos trancafiará dentro duma prisão inconsciente...


A Persona, essa sim ficou feliz, reinara plena pela consciência! Caminhara livre, negando-se e fingindo-se sempre ser o que lhe convém ser.
O casal Anima e Animus se manifestaram imperceptivelmente, sem dar muita bandeira. Como sempre.


A Sombra, essa, coitada, terá seus conteúdos manifestos em sonhos distorcidos, totalmente sem nexos, aliviando-se pouco-a-pouco, mas sempre insatisfatoriamente.


O Self... Aja força para equilibrar tanta vontade e desejo, dentro de um desequilíbrio atordoante.


A bebida, que depois de ingerida, liberava o conteúdo latente da mente, proibida agora, aprisiona os arquétipos, e condena todos a serem quem são.

 

Texto escrito em 22/06/08.

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publicado por AB Poeta às 02:29
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